sexta-feira, 4 de março de 2011

EUA mantêm cautela sobre plano de impor exclusão aérea a caças de Kadafi

Enquanto rebeldes na Líbia pediam ataques aéreos ocidentais contra as forças que defendem o ditador Muamar Kadafi, o governo americano ontem se mantinha reticente em relação ao estabelecimento de uma zona de proibição de voos no espaço aéreo líbio. "Essa é uma das opções que nós vamos olhar", disse o presidente Barack Obama. "Temos também opções não militares que vamos executar. Quero ter certeza de dispor de todas as opções."
Kevin Frayer/Ap
Kevin Frayer/Ap
Respeito. Rebeldes disparam salva de tiros em homenagem às vítimas dos protestos durante funeral coletivo no leste da Líbia
Na véspera, o secretário americano de Defesa, Robert M. Gates, advertira o Congresso de que mesmo um esforço mais modesto para estabelecer uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia teria de começar com um ataque às defesas aéreas do país e requereria "uma operação grande num país grande".
A cautela de Gates ilustra o abismo existente entre o que os rebeldes e alguns membros de peso do Congresso americano e alguns parceiros importantes da comunidade internacional pretendem fazer para abrir corredores de suprimento e ajuda humanitária aos rebeldes líbios e impedir Kadafi de disparar contra seu próprio povo. Mas restrições orçamentárias e a possível perda de vidas americanas também entraram na conta do Pentágono.

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